Chega-se por uma boa estrada, que nos deixa contemplar os olivais, os novos amendoais, as cerejeiras e figueiras que anunciam cada estação. Terrenos que deviam ser preservados como património agrícola, porque é uma agricultura como antigamente, onde as oliveiras têm os espaços para crescer, e grande parte delas centenárias. Porque não é intensiva, é ponderada, tranquila, ao ritmo da natureza.
Quem prova o nosso azeite, mel e amêndoa sente isso, são alimentos que sabem ao que são.
Miguel Torga foi um visionário poético destas terras, e as pessoas que vivem Trás-os-Montes, são as que fazem a terra existir, na agrura do frio, do calor, dos dias intensos, mas cheios de céu.
E o que mais poderia querer uma empresa de agricultura como a Valle das Corujas, queremos aprender com quem já fez e conseguir não estragar, fazendo melhor. A fonte serve os dias das gentes, tal como a igreja, e as ruas de cada vida. Os tratores acordam antes dos galos porque a terra não espera que a chamem.
França, Bélgica e Luxemburgo são países que já nos conhecem, e como bons portugueses descobridores, mais países virão, mas sempre com Portugal e a nossa terra de Trás-os-Montes, plantados no centro do coração.
A nossa aldeia, não é de turismo, mas veste-se bem, para quem nela vive e para ela vai. Uma aldeia de turismo, muitas vezes, está engalanada de memórias antigas, que são arquivo vivo para não esquecer.
Na nossa os lagares dão azeite, as cerejeiras pintam-se de vermelho, as figueiras fazem a delícia das mesas e dos pássaros. Os campos de amêndoa são plumas brancas na altura da flor.
Mascarenhas não é de turismo, mas encantaria qualquer turista pela autenticidade do pulso das suas gentes, pulso que pulsa!